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É certo que nós não gostamos
de obstáculos impedindo o nosso ir e vir – é certo também que o
estado gere muito mal os impostos arrecadados dos cidadãos e não
consegue dar conta, por exemplo, de manter as estradas em
condições para que os motoristas trafeguem com tranqüilidade e
segurança.
Para resolver essa questão a
“solução” foi pedagiar as principais rodovias, aliás, quem vence
a licitação recebe na maioria das vezes uma estrada pronta,
ficando responsável por duplicá-las, quando essas são simples, e
fazer a manutenção como capinas, pintura das faixas, placas de sinalização, disponibilizar totens para chamadas
de socorro, serviço de guinchos, ambulâncias com socorristas
etc...
No Brasil, as licitações quase
sempre são mal encaminhadas e quem acaba prejudicado pela
ineficiência do estado é o usuário que paga uma fortuna para
trafegar em estradas que ele já pagou para construir. É notório
que após a concessão as estradas melhoram, pois a iniciativa
privada está mais bem preparada, possui uma logística eficiente
e não existem desvios de recursos, pois a gestão é bem feita.
Quando o usuário programa uma
viagem mais longa o valor pago nos pedágios pesa demasiadamente
no orçamento e como não existem boas rotas alternativas, muitos
desistem de viajar ou simplesmente viajam menos.
Os acidentes podem ocorrer
independentemente da qualidade da via, mas quando o pavimento é
ruim, certamente aumenta a probabilidade dos acidentes, o que em
parte justifica a privatização.
O excesso de velocidade e o
desrespeito à sinalização ou quando a manutenção do veículo não
foi seguida de acordo com que estiver no manual do proprietário,
também aumentam significativamente as chances de acidentes.
A ingestão de bebidas
alcoólicas, falta de atenção, privação do sono e dirigir sem descanso prévio são
outros motivos apontados pelas autoridades de trânsito para o
elevado índice de acidentes nas rodovias.
Clique aqui e veja um acidente impressionante em uma praça
de pedágio - o motorista perde o controle e o veículo decola ao
se chocar com o muro que divide as baias de cobrança. |